Mount Olympian

Hello Strange [Atemporal]

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Mensagem por Maeve Wermöhlen em Qua Set 25, 2013 6:59 pm



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POST Nº 01 • MANHÃ • USANDO ISSO



Algumas pessoas são impermeáveis, capazes de passar por qualquer coisa sem absorver absolutamente nada. Isoladas, não absorviam, não deixavam absolutamente nada para trás, senão o resto de calor produzido pelos seus corpos e uns balões cheios de gás carbônico. Para estes a vida era, ou muito fácil, ou extremamente árdua; incapazes de abstraírem qualquer coisa, se colocavam em situações cada vez piores das quais não tinham qualquer capacidade de sair; incapazes de serem atingidos, sobreviviam apesar dos problemas sem sequer enxerga-los. Entretanto Maeve jamais poderia ser colocada como uma dessas; por mais frios que fossem seus olhos, por mais racionais que fossem seus pensamentos, ela simplesmente não podia se manter a mesma, e a cada muda de pele era um processo que sofria: a dor do enclausuramento, seguida pela liberdade de tomar novas decisões. Sua sobrevivência não era ligada à rigidez: era intimamente conectada à mutabilidade.

Mutável, diferente do sol, que sempre se erguia, sempre se punha, estava ali com a hipótese quase impensável de sua não existência. Uma bola de gás pairando sobre eles, ou as rodas de uma carruagem; se fosse um, poderia mudar, desafiar o status quo numa explosão repentina, atômica, em sua superfície flamejante, mas as coisas raramente se modificariam muito – natural ou divina, era simplesmente poderoso demais para ter suas funções muito alteradas. O sol era impermeável por mérito, mas o sol, como todo impermeável, era tolo em sua soberania; uma hora ou outra, a lua se colocaria entre sua luz e a terra, e, nesse segundo, seria absolutamente impotente.

A garota evitava, portanto, esses eclipses de sua consciência. Permanecia atenta ao seu redor pois, pela sorte, ou pelo azar, havia nascido assim, frágil, feita para se adaptar, e não para reinar soberana. Até então, nunca tinha desejado muito mais além do que possuía, porque era adaptável por natureza e por escolha: amava aprender. Entretanto, ao seu redor as coisas mudavam muito além de seu controle, num nível que adaptar parecia não ser o suficiente, pois sobreviver já não era suficiente.

De qualquer forma, ser absoluta e, portanto, impermeável, poderia ser uma boa ideia naqueles tempos. Tiraria um gigantesco peso de suas costas, certamente: poderia proteger os seus, poderia sobreviver aquela guerra aparentemente sem fim, quem sabe. Poderia, talvez, mudar ligeiramente seu destino, ou conhece-lo de maneira suficiente a cumpri-lo da melhor forma. E pensar tanto assim parecia capaz de enlouquecer, e a cria de Perséfone não queria enlouquecer. Quem sabe apenas uma dose para deixar aquilo de lado. Quem sabe pudesse enganar o destino e enlouquecer por livre e espontânea vontade antes que sua própria mente se voltasse contra ela.
Maeve tornou a olhar para as árvores, puxando os joelhos para perto do peito, aplumando-se sob aquele tronco oco que encontrara em sua caminhada. Fechou  os olhos, passando a ouvir o som da floresta.
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Mensagem por Victor Hanz McCreed em Qua Set 25, 2013 7:32 pm





Será apenas a imaginação?


Ou tudo irá acontecer?
[HELLO STRANGE]




Pude sentir a luz do sol batendo em meu rosto quando me virei para a janela. Acabara de acordar, estava pronto para mais um dia no acampamento, estava pronto para ouvir as vozes irritantes dos filhos de Apolo cantando por todos os lados, estava pronto para ver o massacre que as proles de Ares faziam com as patricinhas de Afrodite, estava pronto para receber mais um dos grandes e insuportáveis sermões de Quíron por conta do atraso na arena. Estava pronto para mais um dia.

-Bom dia! – Era o que falava para cada pessoa que passava por mim, mas não recebia resposta, era ignorado por completo, pode soar estranho, mas já tinha acostumado com atitudes feitas essas e a cada vez que isso se repetia mais angustiado ficava. Talvez por eu for o filho de Melinoe, a deusa dos espectros, ou pode ser também por conta de meu temperamento alegre, poderia ver diversos semideuses se queixando e odiando a vida de semideus, mas era diferente, não odiava a vida de semideus, muito pelo contrário... Eu Amava.

Estava perdido em meus pensamentos, acabara de chegar à floresta, como sempre ninguém se encontrava no local, apenas uma garota “sentada” no tronco oco que se encontrava ali – Vou ser ignorado mais uma vez! Não faz isso! – Murmurei para mim mesmo. Tinha uma mania ridícula de ser solidário e sempre falar com todos que eu vesse – Você vai ser ignorado! – Falei enquanto andava na direção daquela garota – Para enquanto é tempo! – Cada vez aproximava-me...

-Olá – Disse eu seguido de um leve sorriso – Por favor, não me ignora! – Pulei, já me sentando, no troco – Meu nome é Victor, tudo bem?









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Mensagem por Maeve Wermöhlen em Qua Set 25, 2013 8:08 pm



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Olá, por favor, não me ignora. Meu nome é Victor, tudo bem? ” ,pronunciou uma voz , próxima a ela. A filha de Perséfone abriu os olhos e assentiu, franzindo o cenho ao notar aquele garoto ali, que aparecera tão repentinamente diante de si. Meneou o rosto, observando o campista desconhecido.

-Sou Maeve . O que faz por aqui, moço?-um pequeno e travesso sorriso surgiu, fundindo uma espécie de timidez e outra espécie de esperteza, sem que houvesse, exatamente, qualquer um dos dois. Seus olhos de cor claros brilhavam intensamente e fitavam-no de canto. O contato, entretanto, durou pouco. Deixando o silencio entre eles pairar no ar durante algum tempo, puxou um pequeno cigarro do bolso interno de sua saia,erguendo aquela coisinha na altura dos olhos, e depois acendeu o inseparável isqueiro que sempre trazia  à mão. Tragou um pouco de fumaça para dentro de si, e sentiu o corpo relaxar mais instantaneamente. Deixou a fumaça escapar por entre os lábios,levemente distraída.

Era uma sensação deveras agradável. Seu corpo estava dormente, leve e descansado, como se flutuasse em meio às nuvens no céu ou repousasse em uma cama feita apenas de algodão doce. Por mais que sua mente persistisse em lembrá-la dos últimos tão horríveis acontecimentos, não sentia absolutamente nada. Nenhuma irritação, nenhuma dor; caso fosse mais otimista poderia jurar que de fato não havia um ferimento sequer em seu coração.
Parecia que estava há anos trancada em uma caverna escura e úmida, com a ausência completa de luz, e finalmente tivesse encontrado a saída através de um feixe luminoso, pois seus olhos arderam e tentaram com esforço voltar a se fechar. Mas não o fez. Ardência nenhuma a impediria de admirar aquele espetáculo de emoções que estava vivenciando.
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