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Uma Lua de Sangue - Missão do Zero

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Mensagem por Atena em Qui Jun 06, 2013 7:49 pm

- Em algum lugar -

As gotas caem incessantemente contra uma poça que já se acumula no chão. O garoto encolhido no canto do local mal consegue ver isso, ele não consegue ver nada, sentir nada, mal possui uma consciência. As correntes que o prendem na parede machucam seu pulso que sangra, mas ele não se importa, faz um longo tempo que se perdeu em meio as próprias memórias e é provável que não retome a sobriedade tão cedo. Onde estariam todos que não notaram sua ausência? Será que apareceriam para busca-lo? Estava tudo tão frio.
O carcereiro entra arrastando um pedaço de cano enferrujado, mas contrariando as expectativas ele não bate no garoto, apenas o olha com nada menos que desprezo. Que pobre infeliz esse que ele capturou, não era uma boa presa, mal servia para entretê-lo. No começo tinha sido bastante divertido, como tinha, mas então o tempo passou e ele nesse estado vegetativo já não serviria para nada. Talvez se jogasse-o para os cães infernais... Não. Isso seria simples e ele não queria nada simples, queria ouvir os gritos que há muito haviam cessado.
O carcereiro saiu pela porta que entrou pensando o que poderia fazer para conseguir a reação que esperava de algo tão vivo quanto uma pedra estúpida. Dentro da cela o garoto só podia pensar que tudo estava tão frio.

- Acampamento -


As noites na fogueira costumam ser as melhores, principalmente quando filhos de Dionísio e Apolo estão no meio. Esse era o pensamento da maior parte dos campistas veteranos reunidos nos bancos de madeira, os novatos não sabiam o que estavam perdendo quando se escondiam nos chalés ao invés de aproveitar a noite.
Em meio a risos você deve se sentir um pouco deslocado. Você não nasceu para isso não é semideus? Sua vida desde o início foi banhada em sangue e guiada pelas mãos travessas da morte. Rir, se deleitar com "prazeres" pequenos não deve ser fácil para quem já nasceu matando, mas por ser um novato perambulando pela noite acabou chamando atenção e foi trazido para cá em meio a piadas e perguntas inconvenientes. Afinal o que um ratinho tão quieto esta fazendo fora da cama quando a lua já esta tão alta?
Os filhos de Apolo, parcialmente bêbados graças ao vinho das proles de Dionísio, começam a cantar uma nova canção. Uma canção antiga que como diz uma velha lenda foi criada quando as primeiras estrelas encontraram seu caminho para o manto negro da noite. A canção te incomoda e você resolve sair logo de perto dos embriagados campistas, que as harpias tivessem um pouco de misericórdia porque elesprovavelmente não encontrariam o caminho de volta para os chalés. Mas quem se importa?
Na beira da floresta algo chama sua atenção... É uma poça... De sangue. Antes que possa reagir de qualquer forma um grito é ouvido dentro da floresta, parece ser de uma menina. Não há tempo para pensar em nada você tem uma escolha importante para fazer semideus...

1. Ir buscar ajuda: Mas quem vai querer saber de entrar em uma floresta no meio da noite? Quem sabe um campista de patrulha se você tiver qualquer sorte.

2. Entrar na floresta: É claro que são raros aqueles que entrariam em um lugar como esse no meio da noite após ouvir um grito como o que você ouviu, mas não deve ser tão perigoso assim certo? Se acontecer algo você pode gritar também e com sorte um dos campistas na fogueira escute, não que isso seja lá uma grande ajuda.

O que vai fazer? O tempo esta passando...

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Mensagem por Zero Zephyrum em Qui Jun 06, 2013 8:46 pm



Passei o dia em meu chalé, vendo pela janela campistas rindo, brincando e alguns fazendo certas tarefas do acampamento. De tardinha pude perceber a quietude do camp, aparentemente todos os campistas tinham ido para seus chalés de uma vez só, fazer o
que?

Definitivamente eu não sei e não ligo nem um pouco pra saber ou não. Mas assim que a lua veio ao céu parecia ter acordado algo em mim, me sentia mais... vivo. Me arrumei com roupas normais e por instinto Peguei minha adaga de Bronze e a prendi em minha cintura, ajustei a corrente em meu pescoço que fora de minha mãe e saio do chalé.

Ao andar pelo acampamento com as mãos nos bolsos percebi que a noite estava sombria e nublada. Perfeita ao meu ponto de vista, andava sem rumo e distraído observando o céu e me perguntando pra onde fora todo mundo (não que eu quisesse companhia no momento, era só uma dúvida.). Depois de algum tempo caminhando e curtindo o ar livre, ouço um som que me fez ir na direção de onde vinha, ao chegar perto percebi que eram músicas, risadas e conversas. Chego mais perto e percebo uma fogueira e quase todos os campistas se encontravam ali, me acomodei entre eles mas ao olhar em volta, pude distinguir que todos ali estavam se divertindo muito, estavam alegres, brincando e junto a amigos, todos exceto eu.

Comecei a me sentir mal, uma sensação desagradável, principalmente quando começaram a cantar certa cantiga que me incomodou muito mesmo não sabendo o porquê, me levantei imediatamente e sai dali, a alegria deles de alguma forma me incomodava também.

Continuei a seguir meu caminho ignorando as vozes atrás de mim que ficavam cada vez mais baixas e distantes até que cessaram. Decidir caminhar perto da floresta, onde o ar era agradável e estava bem calmo. Na beira da floresta algo chama minha atenção era uma poça... De sangue. Imediatamente me senti muito energizado e eufórico, mas antes mesmo que eu pudesse reagir de qualquer forma ouvi um grito dentro da floresta, parecia ser de uma menina. Não tive tempo para pensar, imediatamente sai correndo na direção de onde ouvi o grito guiado pelo pensamento rápido de que se eu fosse buscar ajuda ou algo do tipo poderia ser tarde de mais para a possível menina.

Correndo rápido mais com cautela, olhando tudo na floresta o mínimo movimento perceberia e estaria pronto para desviar de qualquer possível ataque, sacar a adaga e contra atacar da melhor maneira possível. Usando um pouco de instinto de filho da morte estaria pronto para alguma possível surpresa.




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Uma Lua de Sangue - Missão do Zero Empty A Clareira

Mensagem por Atena em Sex Jun 07, 2013 9:08 pm

Dentro da floresta existe um silencio tenso, como se algo muito grandioso estivesse prestes a acontecer, não que isso fosse prenúncio de algo bom. Nas cascas das árvores há sangue, assim como por todo o caminho que você trilha até chegar em uma clareira.

No centro da clareira uma mulher esta sentada de costas para você, ela parece tremer com o frio e balbucia coisas que com a distância você não pode ouvir. Seu velho vestido verde balançava levemente com o vento, há pedaços rasgados nele e é através deles que você consegue ver os ossos que se sobressaem na pele pálida e de aparência putrefata. Os braços caem para o lado do corpo e pendem finos como se só houvesse sobrado osso e pele, o que de fato parece ser verdade. A mulher parece ser um esqueleto ambulante e seu ralo e curto cabelo negro não contribui em nada para melhorar a imagem.

Você sente que a conhece de algum lugar e começa a se aproximar, o cheiro de carne em decomposição causa náuseas e te atordoa levemente, mas você não pode parar, não quer parar. Você precisa saber quem é ela. Sentindo sua aproximação a mulher olha para trás, as lágrimas em seu rosto mostram que ela não estava com frio, estava chorando. Você congela em seu lugar ao analisa-la melhor.

Ela sorri e parece te convidar a se aproximar, mas como você se aproximaria de algo como aquilo? A pele de um branco sobrenatural e em decomposição, os lábios azulados, a aparência esquelética, tudo denuncia o que ela é. Você sente que esta se esquecendo de algo muito importante, mas tudo se perde quando você encara aqueles olhos negros e cavernosos. Os mesmos que te olharam segundos antes de expulsa-lo de casa.

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Mensagem por Zero Zephyrum em Dom Jun 09, 2013 12:59 pm



Adentro a floresta correndo bastante, paro ao ver uma arvore em meu caminho, ao parar percebo sangue em sua casca, volto a correr muito rápido em direção ao grito, pois me deixou ainda mas intrigado em chegar lá. Fui preparado caso algo me aconteça ou me ataque, independentemente do que viesse a minha frente estava preparado para matar...

Ao chegar no centro de uma clareira, avisto uma mulher, estava sentada de costas para mim, ela parecia tremer de frio e balbuciava coisas que não pude ouvir, estava longe. Usava um vestido verde e velho que balançava com o vento, havia pedaços rasgados dele e é através deles que consigo ver os ossos que apareciam fácil na pele pálida dela e de aparência putrefata. Os braços caiam para o lado do corpo e eram finos como se só houvesse sobrado a pele e o osso, o que de fato parece ser verdade. A mulher parecia ser um esqueleto ambulante, com seu ralo e curto cabelo negro que não contribuía em nada para melhorar a aparência.

Mas mesmo com tudo isso sentia que a conhecia de algum lugar, começo a me aproximar com cautela e pronto para qualquer sinal de agressividade, o cheiro dela era horrível como um cadáver se decompondo, mas mesmo me deixando levemente atordoado acho que parou a sensação depois de alguns segundos pois sendo filho do deus da morte estou acostumado com esse tipo de cheiro. Tentei parar e alar algo mas simplesmente não conseguia, parecia que algo estava me controlando, uma curiosidade gigante de saber quem era ela. Preciso saber quem é ela! Foi quando ela olhou para trás e pude ver lágrimas em seu rosto, mostravam que ela não estava com frio mas apenas estava chorando, Foi quando parei para analisa-la melhor e tentar descobrir algo.

Ao me er ela sorriu e fazia gestos que pareciam me convidar aproximar-me, mas como poderia me aproximar de algo assim, com a pele de uma cor branca sobrenatural e em decomposição, os lábios azulados, a aparência esquelética, tudo denunciava o que ela era. Me sinto como se estivesse me esquecendo de algo muito importante, mas tudo parecia ter se perdido, sumido, desaparecido, perdido o sentido. Quando simplesmente encarei os olhos negros dela. Olhos negros e cavernosos, que me paralisaram por alguns segundos. Os mesmos olhos que vi ao ser expulso de casa.

Recuo alguns passos, parecia ter me fugido o controle de meu corpo, pensava em fugir mas ao mesmo tempo confrontá-la. Foi neste momento que reuni forças, saquei minha adaga e corri na direção dela.

- Você não é real!

Foi gritando isso que ao chegar perto pulei para a direita para evitar qualquer possível ataque que minha mente de filho da morte imaginava, desferi um corte na diagonal de baixo para cima, da direita para a esquerda, em sua lateral do corpo. Depois de meu golpe que me fez abaixar e em seguida pular desferindo o corte, aproveito que estou no ar e tento girar chutando-a. Independentemente se conseguir o chute ou não, ao atingir o chão rolo para a esquerda e ao me por de pé, estou preparado para me defender de qualquer maneira possível, defendendo golpes ou esquivando.

Tomo uma certa distancia e fico preparado para qualquer coisa que poderia ser me lançado, ou a uma possível investida contra mim. Todo tempo em posição de agilidade que eu poderia desfiar ou defender e contra atacar da melhor maneira possível.

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