Mount Olympian

Teste para Feiticeiras de Circe

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Teste para Feiticeiras de Circe

Mensagem por Quíron em Ter Jun 04, 2013 5:12 pm

Feiticeiras de Circe


As feiticeiras são um grupo de garotas que escolheram se juntar à Circe por diferentes motivos e ganharam a imortalidade parcial por causa disso. Passam a maior parte do tempo em sua ilha junto a deusa, mas não são proibidas de sair de lá. Homens e Caçadoras de Ártemis são proibidas na ilha, no entanto Circe não proíbe suas feiticeiras de se envolverem romanticamente.

Nome:
Idade (lembre-se que permanecerá com essa idade pelo resto da vida já que feiticeiras são imortais):
De que grupos faz parte:
Pai ou mãe divino:
Por que quer ser uma feiticeira de Circe:
Narre seu encontro com a deusa Circe e como soube sobre as suas feiticeiras. Lembre-se que Circe se encontra em uma ilha no meio do mar de monstros e há perigos para chegar até ela. Narre uma batalha com pelo menos dois monstros. Seja coerente, mas a imaginação é o que conta e não nível de poderes. Boa sorte!


{Para quem ainda não entendeu é proibido homens nesse grupo. Não importa se está portando uma conta feminina ou não, não há testes especiais para homens então não o peça! Punições irão ser dadas se for descoberto que há shemales (homens com contas femininas) no meio das Feiticeiras}
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Re: Teste para Feiticeiras de Circe

Mensagem por Vola E. Wolfwood em Ter Jul 09, 2013 7:10 pm

Nome: Vola Wolfwood
Idade (lembre-se que permanecerá com essa idade pelo resto da vida já que feiticeiras são imortais): 16
De que grupos faz parte: Nenhum
Pai ou mãe divino: Zeus
Por que quer ser uma feiticeira de Circe: Me identifico muito com a feitiçaria, sem dizer que a imortalidade é um "presente" maravilhoso. Circe sempre foi a figura de divindade feminina que eu mais gostei, então adoraria acompanha-la.
Narre seu encontro com a deusa Circe e como soube sobre as suas feiticeiras. Lembre-se que Circe se encontra em uma ilha no meio do mar de monstros e há perigos para chegar até ela. Narre uma batalha com pelo menos dois monstros. Seja coerente, mas a imaginação é o que conta e não nível de poderes. Boa sorte!:
Tudo começou em uma missão. Minha meta era trazer uma poção de veneno da ilha de Circe.... Bom, o bestiário do acampamento estava muito perigoso, e esse veneno iria faze-los melhorar. Ou pelo menos era o que eu tinha ouvido falar.
Estava sozinha na missão, sempre achei que trabalhava melhor sozinha, mas... Admito que o Mar de Monstros não era um mar muito fácil de se navegar. Mas mesmo assim, lá estava eu.
Era um pequeno navio, que me deram para poder completar a missão, nada de muito chique.... Mas também nada de muito fraco. Era abençoada por meu pai, então creio eu que eu estava "segura".

No primeiro dia da viagem, foi tranquilo... Apenas algumas tempestades fizeram a correnteza ficar forte, mas depois disso tudo estava bem. Eu segui pelo mar de monstros tranquilamente, ou não tão tranquilamente.
Eu estava passando justamente pelo local das sereias, e elas não perdiam tempo... Sempre cantando aquele som irritante para enfeitiçar alguém.
- Comigo não, bitches. - Sussurrei baixinho, enquanto colocava o fone de ouvido no máximo.

Enquanto o barco navegava pelo local, fiquei pensando em que coisas eu poderia encontrar na Ilha de Circe. Outros campistas que foram em missão para o local, sempre disseram que Circe nunca os recebia, aliás.... Os garotos nunca foram muito bem vindos lá, alguns nem voltaram.
Mas isso não era coisa para se pensar, eu particularmente gostava de Circe... Apesar de manter isso só para mim.
De repente, enquanto eu pensava, ouvi um baque no navio, me fazendo tirar os fones de ouvidos. Silêncio... Mas... As sereias odiavam silêncio.
Deixei meus pensamentos e fui até o outro lado do barco. Ele ainda andava, mas alguma coisa o deixava lento.
- Mas oque é isso? - Falei baixinho, tentando entender o que estava acontecendo.
Olhei para o lado rapidamente e pude ver uma sereia se escondendo... Isso não era normal, não mesmo.  Só por precaução, peguei meu arco que estava em meu ombro, junto de minha aljava com flechas envenenadas.
Coloquei uma no cordel, e foi no tempo perfeito. Um ciclope estava saindo da água, urrando e babando.
- Droga! Como você... Chegou aqui?! - Oque eu estava fazendo? Tentando conversar com um ciclope?! Enquanto eu tentava fazer essa proeza, ele levantou a mão e desceu rapidamente, balançando o barco.
Armei minha mira para o olho dele, mas quando soltei o cordel o barco mexeu, me fazendo cair no barco e a flecha ir parar longe.
Levantei rapidamente e fui até a parede da cabine de comando, tentando me recompor e colocar outra flecha no cordel.
- O QUE UMA PROLE DE ZEUS FAZ NO MAR DE MONSTROS?! - O gigante perguntou, me procurando pelo navio.
Eu estava rezando para meu pai freneticamente, enquanto armava a  flecha no cordel.
- VOCÊ NÃO É BEM VINDA! - E ploft. Ele arranca uma parte do navio, fazendo o mesmo tombar e começar a afundar. Eu ainda me segurava na parede da cabine, mas não consegui muito e afundei junto com o barco.
Em nenhum momento soltei meu arco, apenas perdi minha flecha e tentei subir até a superfície.

Quando cheguei até ela, respirei ofegantemente tentando recuperar o ar. O ciclope estava me procurando entre os destroços, e falava algo como "Posseidon disse que você quer acabar com os ciclopes! Não pode!" ]
Então era isso. Meu tio queria me matar?! Como poderia não ter percebido? Revirei os olhos e nadei até uma pedra, onde poderia me armar direito.

Quando cheguei a pedra, o gigante bobalhão ainda estava resmungando e me procurando. Era um alvo fácil agora. Peguei minha flecha e coloquei no cordel, suspirei fundo e larguei o fio, fazendo a flecha girar no ar e atingir o gigante.
A flecha era paralisante, mas mesmo assim ele conseguiu ver minha posição.
- Filha de Zeus não é bem.... Não é bem-vinda. - E plaft, ele caiu na água, jorrando-a para todo canto.
Me sentei na pedra, ainda ofegante. Eu nunca nadava, sempre me afogava e tudo mais, então não tinha pratica. Para chegar até essa pedra eu tive de me esforçar, e muito.

Eu estava quase pegando o ar, mas não tinha nenhum plano em mente. Pensei em falar com as sereias mas... Não.
Enquanto eu estava pensando em como iria sair de lá, alguém pegou em meus ombros. Com um reflexo, torci o braço da pessoa.
- Ai ai! Garota, me solta! - Era uma menina. De cabelos coloridos e magra. Mas... Não era uma sereia.
Me levantei rapidamente e peguei uma flecha, colocando no arco.
- Quem é você?! - Perguntei, com a flecha na cara da garota. Ela me olhava calma, com os braços cruzados.
- Sou Annabel Baudelarie. Sou uma feiticeira. - Quando ela disse a ultima palavra, meu arco pareceu derreter. Provavelmente ela estava fazendo alguma feitiçaria.
- Pare! Só tenho essa arma e preciso ir até a sua... Mãe?! - Perguntei, com a testa franzida. Não sabia se Circe era um tipo de mãe, ou... Patrona, ou... Que seja.
Meu arco ficou sólido novamente e ela sorriu.
- Circe? O que quer com Circe?!
- Eu preciso de uns venenos dela... É pro acampamento.
- Meio-Sangue? - Ela perguntou, franzindo a testa. -Ah, mas é claro. Bom... Não sei se Circe vai te receber. Mas... Eu já estive no acampamento, vou te ajudar. - Ela sorriu e estendeu a mão para mim. - Sou filha de Deméter, e você?
- Vola Wolfwood, filha de Zeus.

Depois de nos apresentarmos, a garota decidiu me levar até Circe, mas ainda tínhamos uma viagem meio longa.
Ela tinha uma pequeno bote, e estava inteiro, não entendi muito bem.
- Hãn... Annabel, como seu barco está inteiro?!
Ela me olhou meio confusa mas depois sorriu.
- Bom, Circe me manda pegar algumas matérias para venenos por aí, e ela não quer perder uma de suas feiticeiras. Então... O barco é enfeitiçado, nada atinge ele. Só se... - Ela franziu a testa, preocupada.
- Só se oque?! - Perguntei nervosa.
- Bom, é sempre uma feiticeira sozinha, sem acompanhantes... Circe tinha medo de que alguém sequestrasse uma de suas feiticeiras para poder chegar até a Ilha. Se tivermos sorte, isso vai ser tranquilo.

Quem dera. Antes de que ela pudesse completar a frase, ouvimos mais urros e gritos.
Olhamos uma para a outra e falamos a mesma palavra.
- Ciclope.
Sem demorar, peguei meu arco e passei a mão para a aljava, mas não tinha outra flecha.
- Droga! Perdi as flechas no mar!
Annabel me olhou tensa, e depois pareceu ter uma ideia.
- Vola, você tem quantas?
- Apenas uma, por que?!
- Ótimo, acerte em um, para chamar sua atenção. Eu vou improvisar.
Sem demorar, fiz oque Anna pediu. Mirei em um ciclope e atirei a flecha, não demorou muito para ele cair... Deixando o outro ciclope nervoso ao olhar para nós.
- Annabel!!! Espero que sua ideia seja muito, muito boa! - Quando terminei de falar, ela impulsionou o braço, jogando um pote de vidro em direção a eles. - Oque é isso?!
- Veneno... Mas ele tem que chegar mais perto! Droga!
Olhei para a bolsa aperta de Annabel, e os venenos estavam acabando. Eu tinha que fazer algo.
- Ok... Eu vou chamar a atenção dele e provavelmente ele vai me seguir. - Eu disse, saindo do barco e entrando na água gelada. - Bom... Posseidon quer me matar, não sei se voltarei. MAS... Se eu não voltar, me prometa que vai levar veneno para o acampamento.
Ela assentiu com a cabeça, preocupada.
- Ok. - Respondi e olhei para o ciclope. - Hey! Monte de gordura! Vem pra cá! Vamos... Ou tem medinho de água?
Fui nadando devagar, chegando cada vez mais perto. O ciclope, ainda urrando veio em minha direção, levantando água e tampando minha visão. É... Parecia que eu iria morrer. Mas, eu não iria entregar minha vida tão fácil.
Me abaixei na água, mergulhando e vendo os pés do gigante avançando contra mim. Nadei um pouco mais rápido, a tempo de ver os pés do gigante passar raspando por mim.
Sem fôlego, subi a superfície e vi ele de costas para mim. Era o momento perfeito, pois Annabel estava a poucos metros dele.
- Anna! Agora! - Sem demorar, vejo um pote de vidro atingir o ciclope, que na hora revirou os olhos e caiu na água. Exatamente igual ao seu provável irmão.
Sorri para Annabel, enquanto cuspia água da minha boca e nadava até o barco.

Ao subir, Annabel me abraçou forte.
- Vola! Foi incrível! Você conseguiu! Chegou viva, pelo menos até o barco. - Ela começou a rir e eu ri junto, caindo sem fôlego no barco.
- Espero que não aparece mais nenhum ciclope... Já estou cheia de gigantes cheio de gordura.
Ela riu mais ainda, e depois ligou o bote, que avançou rapidamente para o nosso destino.

Chegamos sem mais problemas na Ilha de Circe. Eu ainda estava molhada e suja e quando pisei na Ilha, vi meninas com vestidos bancos lindos, cabelos encaracolados e maquiagem perfeita.
Cruzei os braços, tentando ao máximo esconder meu estado. Annabel sorriu para mim.
- Vola, está tudo bem... Vamos, eu te levo até Circe. - Franzi minha testa.
- Mas... Circe não irá me receber. Não é mesmo?
- Vola, você salvou minha vida... E Circe não suporta ver uma garota linda suja e desarrumada, ela vai te ajudar. Vamos.

Segui ela por um corredor de cortinas brancas, até parar em uma porta enorme e rosa bebê.
Annabel me pediu para espera e bateu na porta. Uma voz doce a respondeu.
- Sim, pode entrar.
Annabel pegou em minha mão e abriu a porta, revelando mais cortinas brancas em uma sala linda.
- Lady Circe, me desculpe. Mas... Essa garota precisa de ajuda. A encontrei perdida no local das sereias, ela salvou minha vida.
- OH! Mas que... Desperdício. Uma garota tão linda assim... Como foi ficar nesse estado?!
Annabel olhou para mim, era hora de eu falar.
- Bom... Eu estava em missão e...
- Semideusa? Filha de quem? - Circe me interrompeu, e se aproximou como se eu fosse um objeto interessante.
- Zeus - Respondi.
- Zeus! Rei dos céus... É, deveria ter percebido. Seu olhos são de uma cor celestial, Vola.
Como ela sabia meu nome?
- Como você... - Ela me interrompeu novamente.
- Oh, querida... Você é falada. Mas, voltamos ao assunto. Primeiramente, você precisa de um banho e de um trato.
E com uma palma, três mulheres me pegaram pelo braço, me levando para um tipo de "spa" divino. Eu não quis protestar.

Ao termino do "spa", me deram um vestido de seda branco, que caiu deliciosamente bem na minha pele. Ao me olhar no espelho, me senti brilhando, aquilo era revigorante.
Circe apareceu atrás de mim.
- Oh, Lady Circe... Me desculpe eu...
- Não precisa se desculpar, Vola. - Disse ela, pegando no meu cabelo. - Annabel me contou tudo. Você é muito corajosa... É uma coisa que eu aprecio muito, criança.
Eu a observava pelo espelho. Ela era incrível... Loira, olhos azuis, pele linda... Fascinante.
- Obrigada. Agradeço muito. - Agradeci e me virei de frente para ela. - Mas... Preciso voltar para o acampamento. Precisam de mim...
Circe fez uma cara de tristeza e olhou bem em meus olhos.
- Não gostaria de ficar e ser uma de nós? - A proposta que Circe estava fazendo para mim era... Irresistível. Mas eu tinha que voltar para o acampamento. Quando eu iria responder, ela disse: - Não responda agora. Você irá para seu querido acampamento, com o veneno... Mas... Annabel irá te fazer uma visita em dois dias. Tempo para pensar, certo? - Ela sorriu e me entregou um pote de vidro. O veneno. - Temos um bote para você, está cheio de coisas que irá precisar... Armas, comida, bebida... Vá em paz, querida.
E ela se foi, passando entre as cortinas brancas.

Annabel me levou até o "portal" da ilha, onde meu barco estava. Ela me abraçou e sorriu para mim.
- Eu vou te visitar em dois dias. Não esqueça de mim. E... Pense... Sobre... Morar conosco.
- Tudo bem, Bells. - Sorri. - Eu vou pensar, e obrigada. Por tudo.
Ela apenas concordou com a cabeça e eu entrei no bote, com aquele vestido de seda. Por incrível que pareça não estava me incomodando.

Liguei o motor e senti o vento no rosto. Apenas um pensamento estava na minha cabeça: Eu queria ser uma feiticeira.
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Re: Teste para Feiticeiras de Circe

Mensagem por Circe em Qui Jul 11, 2013 11:10 am

 Excelente teste, querida Vola.Será uma honra tê-la como minha feitiçeira. Seja bem vinda ^^
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Re: Teste para Feiticeiras de Circe

Mensagem por Viic Black em Sex Jul 12, 2013 4:45 pm

Nome: Victória "Viic" Black
Idade (lembre-se que permanecerá com essa idade pelo resto da vida já que feiticeiras são imortais): 16 anos
De que grupos faz parte: Apenas dos Filhos de Nyx
Pai ou mãe divino: Nyx
Por que quer ser uma feiticeira de Circe:
Porque acho fascinante o modo como as Feiticeiras agem e veem a vida. Além do mais, deve ser uma honra poder estar sempre perto de alguém como Lady Circe.
Narre seu encontro com a deusa Circe e como soube sobre as suas feiticeiras. Lembre-se que Circe se encontra em uma ilha no meio do mar de monstros e há perigos para chegar até ela. Narre uma batalha com pelo menos dois monstros. Seja coerente, mas a imaginação é o que conta e não nível de poderes. Boa sorte!
Com muito custo, havia conseguido com os responsáveis pelo acampamento uma viagem rápida ao Brasil. Ao que parecia, uns parentes de meu falecido pai tinham coisas importantes para me falar. Nem sabia que tinha parente lá, mas ok né?
Devo admitir que estava levemente tensa em andar de avião. Minha mãe não tem nenhuma rixa com Lord Zeus, mas mesmo assim, fico meio apreensiva em relação ao deus dos deuses.
Como o voo demoraria umas boas horas, tomei o cuidado de transcrever algumas curiosidades dos Grimórios e pergaminhos existentes no meu chalé para um caderno, assim poderia estudar um pouco.
Olhando pela janelinha do avião, pude ver que sobrevoávamos o Triângulo das Bermudas, nada bom para semideuses. “Respira Viic, nada vai acon...”.
Boca maldita essa a minha.
Passamos por várias turbulências, até que caímos na água. Por sorte, o piloto era muito bom e conseguiu planar até “pousarmos” em água.
Com muita calma, as aeromoças foram colocando os passageiros e suas bagagens de mão em pequenos botes salva-vidas. Com minha maravilhosa sorte, fui a última e, por isso, fiquei sozinha no bote.
- Atenção a todos, à frente há uma ilha, onde nos abrigaremos. – disse o copiloto.
Logo todos os pequenos botes foram seguindo o da tripulação. Entretanto, com o passar do tempo, a noite foi caindo e, com ela, veio uma leve neblina.
- Droga, perdi eles de vista. – resmunguei para mim mesma. A neblina aumentava a cada minuto. – Respira Victória, respira. É só seguir reto, eu espero.
Mesmo não vendo nada na minha frente, permaneci remando, porém, por precaução, mantive minhas armas próximas a mim.
Não sei ao certo quanto tempo passou até que, de repente, a névoa sumiu. Não via ilha alguma ou quaisquer outros botes do avião. É, estou ferrada.
O triângulo das Bermudas, ou Mar de Monstros para semideuses, era um lugar assustador. Nem preciso dizer que minha premonição me alertava do perigo desde que entrei no avião, certo? Certo.
Continuei a remar, mas antes, coloquei meu arco e a aljava de flechas nas costas, verifiquei se meu anel continuava em meu dedo e peguei minha adaga. Bem em tempo.
Enquanto remava, ouviu um urro grotesco e logo um ciclope apareceu.
- Como se não bastasse estar perdida, ainda um ciclope aparece. – resmunguei ao desviar da clava do feioso. – Parabéns Victória, você se superou agora.
É claro que meu pequeno bote de borracha já era. Excelente! Perfeito! Criei três bolas de energia escura e lancei na cabeça e braços deles, o distraindo. Usando a pedra em que estava de apoio, pulei e acertei seu olho com minha adaga.
Bom, ele virou pó e eu, cai com tudo na água. Melhor impossível! Nadei até onde minha bolsa estava dando graças que era uma das bolsas mágicas do acampamento, assim não perderia meus feitiços.
Por sorte, tinha algumas pedras nas margens. Fiquei nadando de uma a outra, com muita dificuldade. A correnteza estava levemente forte, puxava para o meio, onde nenhuma pedra me ajudaria.
Fiquei nessa de pular de pedra em pedra até ouvir outro barulho. Dessa vez, no céu. Excelente! Duas harpias me acharam.
Deuses me ajudem! Puxei o escudo da bolsa e transformei meu anel em corrente. Cobri meu rosto com o escudo bem quando elas atacaram.
Usando meu escudo para proteger-me, guardei as flechas na bolsa, não poderia perdê-las. Após isso, mergulhei e nadei até uma pedra, colocando sempre o escudo a minha frente.
Ao chegar numa pedra relativamente grande e plana, pulei para ela. Hora de enfrentar essas coisas voadoras. Assim que sai da água, as duas mostrengas vieram com suas garras.
- Ignem! – lancei as bolas de fogo nelas duas para distraí-las e, também, para deixa-las mais lentas.
Enquanto me defendia dos ataques de uma, acertei a outra com minha corrente, causando ainda mais dor nela. Com essa distração, acabei sendo arranhada pela outra harpia.  Malditas!
Cansada já dessa luta, acertei minha adaga no meio da testa da harpia que me feriu. Com isso, a outra harpia bravinha, veio e arranhou meu ombro com força. Droga!
Virei rapidamente e enfiei a adaga em seu coração com força. Pronto, agora estou ferida, cansada, molhada e cheia de pó dourado. Não tem como melhorar.
Usei minha cura noturna para fechar os cortes, transformei a corrente em anel e prendi o escudo e minha adaga na cintura. Mais fácil assim. Feito isso, dei um mergulho só para tirar o pó de monstro e o sangue da roupa mesmo e, com minha magia de bolas de fogo, fui me secando aos poucos. Ficaria ali um pouco para recuperar energias.
Tempo depois, verifiquei se estava tudo certinho na minha bolsa e se minhas armas estavam bem guardadas para seguir viagem.
Continuei seguindo de pedra em pedra pelo mar, bem mais agitado agora. Bati cada vez mais forte nos rochedos em que me apoiava. Meu corpo todo doía. Quando achei uma que desse para escalar e descansar um pouco, dei graças. Já não tinha mais noção do tempo. Não sabia o dia ou hora. Apenas sabia que faltava muito para escurecer novamente.
Assim que sentei para relaxar, ouvi o mar a minha volta se agitar. Ah, não! Outro monstro não! Rapidamente me pus de pé, já com o escudo posicionado e a adaga em mãos.
Quando fui ver, era uma serpente marinha. Ela ainda não me vira, melhor assim. Fui para a borda da pedra e guardei o escudo e a adaga. Esse monstro só precisava se aquecer um pouco.
- IGNEM! – gritei assim que tive uma boa visão dele.
Duas bolas de fogo foram para seu corpo, enquanto a terceira foi engolida por ele. A explosão me fez perder os sentidos. Cai ao mar desmaiada.
Comecei a recobrar meus sentidos. Não sabia quanto tempo passara desde que perdi os sentidos. Não sabia onde estava. Só sabia que não era no mar.
Sentei-me assustada. Estava em um... Barco? Oi? Como assim?
- Hey, calma garota. – uma garota de lindos olhos azuis disse para mim.
- Quem é você? – perguntei a procura de minhas armas.
- Calma, sou Vola Wolfwood, feiticeira de Circe e filha de Zeus. – ela sorriu para mim.
- Victória Black, filha de Nyx. Onde estou?
- Bem... – disse ela olhando para o horizonte. – Acabamos de chegar a ilha de Lady Circe, venha!
- Mas... – comecei a protestar, mas só tive tempo se puxar minha bolsa antes de ser arrastada pela garota.
- Com licença Lady Circe... – disse a filha de Zeus em frente a uma porta toda delicada. – Temos visitas.
- Oh, mais claro. – Circe era uma bela mulher, não tenho palavras para descrever sua beleza. – Venha querida, está precisando de um bom tratamento relaxante, pelo visto.
- Não precisa se incomodar Lady Circe. – tentei sorrir amavelmente. – Só preciso falar com o acampamento, voltar para lá.
- Ah, a filha de Nyx não é? – assenti surpresa por ela saber disso. – Devia saber pela palidez e pela aura a sua volta. Mas venha.
Ela me levou até um SPA, onde tive todos os tratamentos necessários. Bem relaxada, duas lindas garotas me trouxeram um vestido de seda em tons de lilás lindo.
- Sabia que essa cor ficaria bem em você. – assustei-me ao ver o reflexo de Circe atrás de mim no espelho. Acho que fiquei impressionada demais com a beleza que via em mim.
- Obrigado por tudo Lady Circe, mesmo. – sorri para ela. – Mas realmente preciso falar com o acampamento.
- Ah, sim. O acampamento. – seu semblante ficou tristonho. – Por que você não fica? E se torna uma feiticeira?
- Eu... Não sei. – disse com sinceridade.
- Não precisa responder agora. – ela sorriu. – Volte para o acampamento e descanse. Em alguns dias eu ou uma de minhas feiticeiras lhe fará uma visita atrás da resposta, tudo bem?
- Sim. Muito obrigada por tudo, principalmente pelo convite. – não pude deixar de sorrir. – Pensarei muito bem.
- Agora venha, Vola lhe ajudará a acomodar-se em um de meus barcos. Ele lhe levara para o acampamento. – atrás de uma cortina delicada, a garota de olhos eletrizantes me esperava com minha bolsa.
- Mais uma vez, obrigada por tudo. – sorri para ela e segui até a praia com Vola.
Após agradecer a ajuda e me despedir de Vola, entrei no barco de volta para o acampamento. Entretanto, na metade do caminho, mais ou menos, queria mesmo era voltar à ilha e dizer sim, eu quero ser uma feiticeira.
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Re: Teste para Feiticeiras de Circe

Mensagem por Circe em Sab Jul 13, 2013 10:10 pm

 Ótimo teste querida. Seja muito bem vinda minha feiticeira ^^
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Re: Teste para Feiticeiras de Circe

Mensagem por Katherine Pierce em Sab Jul 27, 2013 7:05 pm

I'm witch, baby
And I'll hex you

Nome: Katherine Diana Pierce

Idade: 17

De que grupos faz parte: Somente os filhos de Eros.

Pai ou mãe divino: Eros

Por que quer ser uma feiticeira de Circe: Por que quero ter um papel importante no RPG, como feiticeira de Circe, além de ser uma honra enorme estar ao lado da deusa.

Narre seu encontro com a deusa Circe e como soube sobre as suas feiticeiras. Lembre-se que Circe se encontra em uma ilha no meio do mar de monstros e há perigos para chegar até ela. Narre uma batalha com pelo menos dois monstros. Seja coerente, mas a imaginação é o que conta e não nível de poderes. Boa sorte!
Muitos momentos parecem que não sabemos o que fazer, e tudo a nossa volta, tomba. Simplesmente. É estranho, pois temos que nos reerguer em nossos próprios pilares, e todos sabemos que fazer isto não é fácil.
Até meses atrás, eu era apenas uma garota comum, com uma vidinha chata comum em Paris, França. Quem diria que tudo isto iria mudar deixando minha vida de cabeça para baixo, não? Pois mudara. A maior descoberta de minha vida havia sido feita... Aprendera a como lidar com ela, e descobri muitas coisas sobre mim mesma que eu não sabia. Mas agora este mundo que me rodeava me surpreendia cada vez mais, sempre com novidades, medos, sustos e... Propostas, sim, propostas cativantes... Encantadoras, invejáveis. Impossíveis de resistir, e até de se submeter a elas.
Irei explicar melhor... Tudo aconteceu há quatro meses. Tão perto , mas tão difícil de acreditar. A mente do homem só não é mais evoluída pela dificuldade de acreditar no que não querem descobrir, sim. Creio eu que se eles acreditassem verdadeiramente em certas coisas, elas seriam possíveis, bem possíveis. Mas não necessito contar a história dos homens e sim, o que acontecera comigo...
-Katherine Diana Pierce, você está prestando atenção em mim? - A voz da minha irmã me arrancou dos meus devaneios.
-Ah, sim. Claro, Linny. - E era verdade. Eu prestara atenção no que ela dissera.
-Então o que eu disse, espertinha? - Karollinny bateu o pé no chão/piso do navio e colocou as mãos na cintura. Como sempre.
Karollinny, minha irmã gêmea {A quem somente eu chamava de Linny}, sempre fora muito geniosa, mandona, pervertida e maldosa, mas também possuía um lado completamente adorável no fundo.
-Você estava dizendo que eu devo tomar cuidado com Circe. Que ela é uma feiticeira poderosa e muito, muito perigosa. - Disse sem me deixar abater pelo mal-humor de Linny.
Caminhei em direção ao convés do navio e lá fiquei, olhando para baixo e vendo meus piores pesadelos e assombrações mais profundas se passarem de baixo do navio.
Ouvi Linny bater o pé novamente e bufar. Eu queria achar engraçado, mas a cada coisa horrivelmente bizarra passava em baixo do navio, eu sentia a vontade de rir se esvaziando.
-Eu vou dormir. Tchau. - A mal-humorada (Vulgo Linny) cruzou os braços e subiu as escadas do navio batendo os pés.
E então, sozinha, fiquei olhando mais e mais horrores se passarem em baixo do barco.
Pouco tempo depois, decidi ir dormir um pouco. Agora, quando olho para traz, posso ver que não devia ter feito isso. Assim que deitei em meu pequeno saco de dormir ao lado de Linny, o navio deu um tranco, lançando eu e Linny para a frente.
-O que foi isso? - Perguntei, assustada e me levantando.
-Não sei, mas não quero ficar aqui para descobrir. - Linny se levantou as pressas e nós duas corremos até o convés do navio.
Ouvi o grito agudo de Linny e fiquei paralisada. Só notei o que estava acontecendo quando fui atingida por uma enorme barra de ferro e lançada para fora do navio, quando tudo que consegui ver foi água e mais água.
A morte pode ser vista de várias formas. A insolente que leva pobres almas para joga-las em um mundo duvidoso. A amiga que acolhe debaixo de seu manto aqueles que sofrem durante sua monótona existência. A dissimulada que promete aos delirantes um novo conto rodeado de fantasias juvenis. E a manipuladora que arrasta lentamente os suicidas na beira do abismo até as profundidades pútridas do subsolo. Para mim ela era uma libertadora, que carregaria minha alma pelos reinos de Morfeu.
E então tudo ficou escuro.

~~~~~~♪~~~~~~♫~~~~~~♪~~~~~~♫~~~~~~♥~~~~~~♫~~~~~~♪~~~~~~♫~~~~~~♪~~~~~~

A escuridão... Era tudo o que via... Mas logo essa escuridão foi completamente tomada por uma luz azul-escura. Senti uma pressão em meu peito e abri os olhos. Meus pulmões ardiam e não conseguia respirar. A única coisa que vi quando me curvei para o lado e vomitei, foi uma mistura sinistra de água do mar e sangue.
Tentei me levantar, mas estava fraca de mais, então caí novamente deitada na areia. Meus cabelos e roupas molhados estavam colados em meu corpo e eu sentia o vento gélido chicoteando em minha pele gelada.
-Ah, deuses. - A voz tão familiar chegou até meus ouvidos -KATHERINE! -E então Linny correu até mim, se abaixou ao meu lado e colocou minha cabeça em suas pernas pálidas e definidas.
Soluços tristes escaparam dos lábios vermelhos de minha irmã e então senti suas lágrimas caindo em minha bochecha, mas não conseguia vê-la. Minha visão estava embaçada pelas minhas próprias lágrimas.
-Shh... Linny, eu tô aqui... Eu tô bem. - Tentei dizer, mas somente saíram sussurros fracos de meus lábios.
-Kath, olhe... Esta é Vola Wolfwood, ela é feiticeira de Circe. - Linny virou meu rosto e só então reparei na menina pálida, de cabelos castanhos e olhos azuis elétricos, que estava em pé ao lado de minha irmã. -Ela vai nos levar até Circe... - Vola sorriu para mim com enorme carisma e balançou a cabeça positivamente. -Circe vai cuidar de você. Você vai ficar boa. Eu juro.
Como sempre, Linny estava mostrando seu lado amável e delicado. Isso sempre acontecia quando alguém que ela amava estava em risco.
E então as duas meninas me ajudaram a me levantar e me apoiei em Linny, que segurou em minha cintura e pôs meu braço em seu ombro.
Senti uma tontura imediata e me dobrei para vomitar mais sangue e água salgada.
Passado a tontura, assenti para Vola e ela começou a caminhar, nos levando até o castelo da feiticeira Circe.

~~~~~~♪~~~~~~♫~~~~~~♪~~~~~~♫~~~~~~♥~~~~~~♫~~~~~~♪~~~~~~♫~~~~~~♪~~~~~~
-Prontinho, querida... - Disse Circe, me entregando uma poção. -Beba! - A bebi e imediatamente me senti melhor.
-Obrigada por cuidar da minha irmã, Lady Circe... Ela é muito importante pra mim. - Linny sussurrou, como se não quisesse que eu escutasse.
-Imagine, meu bem. - A deusa sorriu amavelmente. Não podia acreditar que era a mesma Circe que Linny tanto me pediu para ficar alerta, a mesma Circe que era capaz de fazer o mundo desabar. -Mas agora, pequena Katherine, quero lhe fazer uma proposta.
Assenti.
-Venha viver comigo, Vola e Vic aqui em minha ilha... - Ela sorriu e começou a batucar com as longas e benfeitas unhas em uma mesa ao seu lado. - Venha ser uma feiticeira, e terá absolutamente tudo que desejar. O poder. A imortalidade. Um amor de mãe que nunca teve... - Suas palavras eram doces e suaves, mas ao mesmo tempo provocantes.
Olhei em direção a Linny e Vola e as duas estavam sorrindo.
-A escolha é sua, Kitty Kath. - Não pude deixar de sorrir quando ouvi meu apelido de infância nas palavras de minha irmã.
-Sim, Lady Circe, quero ser uma Feiticeira.
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Re: Teste para Feiticeiras de Circe

Mensagem por Circe em Sex Ago 09, 2013 11:06 pm

Hmn... Seu testes não foi ruim, ma você não narrou batalhas com monstros. Bem, mas como sua narração me impressionou eu te aceito como minha feitiçeira.
Seja Bem vinda querida Katherine *--*
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Circe
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Re: Teste para Feiticeiras de Circe

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