Mount Olympian

Ficha de Reclamação de Marco T. Steven

Ir em baixo

Ficha de Reclamação de Marco T. Steven

Mensagem por Marco T. Steven em Sex Jun 28, 2013 10:21 am

Progenitor(a) Divino: Hermes
Progenitor(a) Mortal: Anita Fernandez Steven
Local de nascimento:Madrid, Espanha.
Cor dos Olhos: AzulIntenso
Cor dos Cabelos: PretoEscuro
Estatura: Mediana
Prefere ficar no(a): Ataque
É uma pessoa tímida? Um pouco
Faz o que os outros dizem? As vezes
É uma pessoa forte ou insegura? Insegura
Sempre segue o plano? Depende da situação
Por que escolheu a divindade como progenitor: Em minha nada humilde opinião, Hermes é um Deus que possui várias coisas que chamam minha atenção, como ser o mensageiro dos Deuses, seu caduceu representa a medicina, é um Deus jovem, engraçado, gosto dele. Seus pontos negativos, como ser o Deus dos ladrões, não fazem com que eu não goste dele, os ladrões são pessoas que erram e, se todas as coisas, objetos, elementos, possuem um Deus especifico, por que os ladrões não? Isso realmente chama a minha atenção, desde sua maneira engraçada a ser humilde como imagino que seja, essas e várias outras coisas me fazem gostar dele.
História: Nasci exatamente a dezessete anos atrás. Na cidade de Madrid. Sou filho da empresaria Anita Fernandez Steven, dona da empresa Steven's Veículos. Não somos exatamente unidos, desde que eu nasci, ela tem se empenhado cada vez mais ao trabalho, deixando-me sempre sozinho.

Minha infância fora muito conturbada. Nunca tive amigos, minhas notas, sempre horríveis, nunca passei mais de um ano em uma escola, os garotos sempre mexiam comigo. Tudo fora marcado em minha vida, da pior maneira possível.

Sempre tentei ser o melhor possível, não queria decepcionar a minha mãe. Solteira, vivendo apenas pelo trabalho, acho que não seria justo impor tantas dores de cabeça a uma única pessoa.

Mas a questão era, eu não conseguia simplesmente ser normal.

Todos esses fatos levaram a uma atitude desesperada vinda por parte de minha mãe. Foi a fase mais marcante da minha vida. Ela não aguentava mais todas as minhas atitudes, as expulsões, as suspensões, as brigas, os desentendimentos, não daria mais para aguentar, eu imagino. Ela procurou então por todos os cantos, todas as cidades até encontrar, um internato.

Aos doze anos, fui mandado para viver em um internato ao sul de Chicago, um pouco longe de casa, mas era para o meu próprio bem, segundo a minha mãe. Isso causou uma enorme revolta dentro de mim, não por ter sido mandado para fora de casa, mas sim, por decepcionar a única família que até então eu conhecia.

Os anos no internato foram bons, não tive como reclamar, não tinha inimigos, as pessoas não me tratavam como um diferente, era como se ali, eu tivesse construído uma nova família. As aulas eram interativas, consegui aprender muito. Não só intelectualmente mas sim, espiritualmente.

Antes pensei que fossem ser os piores anos de minha vida, mas aquele tempo, foi o melhor que eu já tive.

Sorrisos e lágrimas vieram, junto com mortes e chegada de novas pessoas ali. Tanto tempo se passara, pareciam dias, mas já eram anos. O tempo não tinha piedade por mim, passava como as águas correntes de um córrego. Mas enfim, depois de três anos ali, algo aconteceu comigo. Algo comum, porém inexplicável.
Me apaixonei.

Sim, um sentimento tão devastador, tão mortalmente assassino, porém inevitável. A garota era simplesmente magnifica, seus longos cabelos ruivos e olhos azuis, chamavam a minha atenção, sua pele cor de neve, parecia congelar os meus batimentos.

Os dias que passavam rápido, começavam a voar enquanto eu ficava perto dela, dias passaram a ser horas, meses, semanas. Era inexplicável. Nós simplesmente nos amávamos.

Finalmente mais um ano se passou, era meu aniversário de dezesseis anos. Meus amigos me rodeavam ao redor de um enorme bolo, era algo que eu não estava acostumado a presenciar, mas era feliz. Jheny chegou ao meu lado, estava linda, vestia um vestido vermelho, combinava com a cor de seus cabelos e realçava a sua linda e pálida pele. Sussurrou em meu ouvido, baixinho, para ninguém além de mim, ouvir.

- Estou grávida...

Aquilo me pegou como uma bomba, como uma bala penetrando o coração. Eu sorri, meus olhos se encheram de lágrimas, estava muito feliz para acreditar.

Meu sentimento de euforia deu lugar ao algo mais parecido com pânico quando um estrondo seguido de uma explosão cercou o lugar. Tossindo devido a poeira eu levantei sem conseguir ver nada nitidamente.

Quando a poeira baixou eu me dei conta do que estava acontecendo. Parecia um sonho, ali havia uma criatura terrível, uma especie de leão com asas, seu rosto era de águia. Eu conhecia aquela criatura de alguns sonhos passados, seria um... Um.. Um grifo.

Um grifo estava atacando todos os meus amigos, destruindo meu aniversario, acabando com as minhas lembranças. Isso não poderia estar acontecendo. Paralisado, eu desperto quando ouço o grito de uma voz familiar, era Jheny. Um sentimento de fúria começou a correr por minhas veias, corri até aquele mostro que a segurava firmemente, cravando suas garras no corpo pálido da garota, transformando-o de um doce branco á um terrível vermelho sangue.

A criatura então a atirou no chão, corri até ela. Ajoelhei-me ao seu lado, mas era tarde. Seu corpo já estava sem vida. Um ódio maior começou a jorrar dentro de mim, um grito de fúria saio de minha garganta. Olhei para a criatura e caminhei sem temer até ela.

Precisava de algo, mas o que? Continuei a procurar pelo chão, mas fui interrompido quando a criatura me jogou para trás, cravando as suas garras em mim. Tentei me levantar, mas o peso da criatura estava jogado sobre mim.

Um barulho de metal quebrou o silêncio tortuoso de meus pensamentos. Um garoto havia acertado a criatura com uma barra de ferro. Levantei zonzo sem reconhece-lo. A criatura se levantara novamente. Peguei a barra de ferro e comecei a bater em sua cabeça, a criatura frustada voo para longe.

Caí ali de joelhos e comecei a me lamentar por tudo o que havia acontecido. Foi daí que o garoto com andar esquisito se aproximou de mim falando.

- Marco, tem de partir. Vá para Long Sland. La, encontrará o acampamento, aqui não estarás seguro.

Não sabia se acreditava no garoto, mas não tinha escolha.

Antes de me arrepender eu saí dali, andando, só com as roupas do corpo. Fui andando de Chicago até Long Sland. Uma dura e cansativa jornada, perseguido mais e mais vezes por criaturas cada vez mais repugnantes. Com medo, com frio, com fome. Sem achar uma saída, começando a enlouquecer e me xingar por ter acreditado num estupido garoto, eu finalmente chegou ao estreito de Long Sland.

Por ali começo a avistar uma enorme vista, um acampamento, realmente existia! Não estava louco. Mas sim cansado, muito cansado.

Subi todo o estreito pedindo para morrer a cada passo, não aguentava mais andar. Quando cheguei no topo eu caí de joelhos exausto, um homem de cadeira de rodas me esperava na entrada, vendo o meu estado ele me levou para dentro. Apaguei a partir de então.

Dormi a sono solto por um tempo que eu não saberia se não houvessem me contado, porém quando acordei me disseram, três dias.

Eu estava em uma especie de enfermaria, haviam macas e outros garotos e garotas por ali. O homem que eu havia visto antes estava ali, junto com o garoto que me mandara ir até o acampamento.

Ele então me explicou toda a verdade, compreendi tudo a partir de então. Minha mãe achava que eu tinha morrido no ataque, perdi minha namorada e meu futuro filho, não havia mais nada a perder se ficasse ali e treinasse para me tornar um poderoso semideus.

Hoje, estou aqui, passaram-se um ano desde que tudo aconteceu, meus amigos e Quíron esperam-me na arena. Então depois conto-lhes como foi o treino, adeus.

Batalha: Era uma noite atraente, a lua brilhava e estava escondida por entre as nuvens, que a cobriam em uma fina camada negra, formando uma linda imagem mista que me lembrava do amor de Nyx e Érebus.

Tentei tirar esses pensamentos idiotas da cabeça enquanto caminhava, tentara dormir, mas foi em vão, não aguentei dormir com tantas coisas rondando em minha cabeça. Então comecei a caminhar até a arena.

Carregava comigo apenas uma adaga, o presente de quando cheguei ao acampamento, que em minhas mãos, se tornava uma arma perfeita.

Chegando a arena eu percebo que ela esta deserta e também sombria, pessoas normais iriam voltar para seu chalé correndo, mas eu devo admitir que aquilo me atraia de certa forma.

Me sentei em uma especie de cadeira que ali e fiquei olhando a minha adaga.

Fiquei ali sentado por um momento, apenas sentindo o poder e a intensidade da noite, mas eu sabia que a paz e quietude não iria durar para sempre. Eu estava certo.

Não percebi aquele animal se aproximar de mim, mas quando levantei o olhar, ele esta me observando, com seus olhos cor de fogo me fitando, seu pelo caído sem me deixar ver sua face, logo o reconheci, não foi difícil de adivinhar. Cão infernal.

Levantei-me rápido em busca de ir logo para cima dele e acabar com aquilo, mas eu não tinha nenhuma habilidade, havia chegado no acampamento a muito pouco. O que resultou o ataque mais rápido do mesmo.

Me vi novamente em minha festa de aniversario de dezesseis anos, quando o grifo pulou em cima de mim e cravou as garras em meus ombros, me vi novamente na mesma situação. Porém desta vez, não iria vir ninguém para me salvar, mas o lado bom é que eu estava armado.

O cão parecia mais leve que o grifo, consegui me livrar dele com certa facilidade, apenas rolei para o lado.

O cão, por sua vez, voltou a me atacar, mas eu estava preparado.

Pus a minha adaga em posição e quando ele voo em cima de mim, eu consegui feri-lo no antebraço dianteiro direito. Isso fez com que ele se afastasse um pouco, mancando. Recebi com isso, mais espaço, não exitei.

Fui para cima do mesmo novamente, dessa vez ferindo sua outra pata, mas ele não ficou parado, mordeu com todas as suas forças a minha panturrilha.

Com o cabo de minha arma eu acertei o olho do animal, e ao me lembrar que um monstro como aquele havia matado a garota de minha vida, um ódio me percorreu.

Com a adaga em mãos eu avancei na direção do animal, acertei os seus olhos, deixando-o assim cego. Queria faze-lo sofrer. Em seguida, ele saiu cambaleando sem rumo, acertei sua perna traseira e finalmente depois, cortei sua cabeça fora.

O animal não gritou, não havia tempo, apenas se transformou em pó, fazendo com que sua essência fosse direto ao tártaro.

avatar
Marco T. Steven
Filhos de Hermes
Filhos de Hermes

Mensagens : 14
Data de inscrição : 28/06/2013

Ficha Meio-Sangue
Infrações:
0/0  (0/0)

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação de Marco T. Steven

Mensagem por Tânatos em Sex Jun 28, 2013 10:29 am

História criativa e um tanto trágica. Gostei.
A batalha bem escrita e coerente.
Bem vindo, filho do deus dos viajantes.

Aprovado.

esperando ATT
avatar
Tânatos
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 722
Data de inscrição : 13/06/2013
Localização : Mundo Inferior

Ficha Meio-Sangue
Infrações:
0/0  (0/0)

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum